Ceia de Natal

Muita gente passa o Natal nisso aí, parece bom. Não é?

 Final de ano é uma coisa encantadora, as pessoas se empolgam com o término de mais um ano e se alegram com a chegada de outro. Entre este encerramento cronológico do ano, se enquadra o Natal. Mas, o que realmente é este natal?

   O natal é comemorado no dia 25 de dezembro, época escolhida para designar o suposto nascimento de Jesus Cristo. Neste pique todo, as pessoas compram presentes para dar aos amigos, fazem orações a pedido de um ano melhor e enchem a barriga de panetone. Tudo isso parece muito bom para a grande maioria das pessoas no nosso país.

MAS,

Isso é o natal?

Você consegue agradecer ao NADA pelo NADA dessas crianças?

 Para mim não o é.

Não consigo imaginar como as pessoas conseguem agradecer ao seu amiguinho imaginário pela alegria de ter um baguete real ,e ainda manifestar-sem felizes por não ser o vizinho do bairro ao lado que irá passar o natal comendo arroz com pedaços de carne doados pelo açogueiro. É inaceitável dar graças a um suposto deus que dá o melhor que o dinheiro pode comprar para alguns e esquece daqueles que nunca tiveram uma moeda para gastar. Não consigo me ver parado em casa, imaginando um próximo ano cheio de MAIS riquezas, MAIS poder, e ignorando que o tempo que penso egoistamente, uma multidão clama por um pedaço de pão. Não consigo me imaginar comemorando uma data de alegria para tantos, mas que na verdade é só um desfarce para tampar os olhos e a boca de uma população carente. Não consigo imaginar um deus que quer toda a adoração para si, enquanto pessoas tiram de suas econômias moedinhas para pagar uma salvação falsificada.

  Não estou dizendo que não se deve alegrar com as vitórias da vida, mas ver o sofrimento alheio e levantar as mãos para cima por não ser tal indivíduo, é simplesmente a maior forma de cristianismo que conheço.

  Pelo contrário que muitos pensam, vários ateus comemoram o Natal. Não é por ser uma data cristã que não aproveitamos a oportunidade para se unir com os amigos e familiares, mas a grande diferença está no fato de, grande parte dos ateus no natal, lutam, lutaram e lutarão para que o fantasma do prato vazio não se assente nas mesas dos menos favorecidos.

  Neste Natal que tal fazer algo diferente, meu caro cristão? Que tal pegar o seu carro importado, meu caro pastor protestante e ir em asilos, hospitais, clínicas e presentear cada uma dessas pessoas com uma abraço e um pouco do seu muito? Que tal, aproveitar esta data e ir nas ruas de sua cidade, comprar o melhor Panetone que puder, o melhor vinho, os melhores presentes infantis, convidar uma mulher moradora de rua com seus 3 filhos para trocar de ceia com você e a peça para sentar-se ao lado dela durante tal evento? Por que ao invés de agradecer ao amiguinho imaginário, que não te segue e nem o abençoa, para ter um futuro melhor do que antes não faça um planejamento de como você pode ajudar que necessita AGORA?

FELIZ NATEU!

Neste ano, pare de achar que Papai Noel irá ajudar, seja o ser humano que verdadeiramente se importa. Comemore o NATEU!

 Esse é o espírito do Nateu. Um evento em que o humanismo e a solidariedade valem mais do que qualquer fé cega e irracional.  Faça algo de novo este ano, invista no ser humano que há em você e não na ovelha e servo que o fizeram acreditar ser.

  Feliz Nateu (adiantado) e comece a fazer a diferença AGORA!

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Entrevista ateista

Publicado: 03/12/2009 em Entrevistas
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Super entrevista com Vides Junior, Âsa Heuser e Marcelo Ronconi.

Fico feliz que muitos continuaram visitando o Ateu Ativo mesmo com a minha ausência. Tive uma ótima notícia na terça-feira (passei no vestibular, hehe) e a correria da situação me obrigou a ficar sem postar na quarta.

Desculpas à parte, ontem a partir das 17:30, aconteceu a primeira entrevista via MSN do blog e como introdução convidei 3 grandes personalidades do ateismo, Âsa Heuser, Vides Junior e Marcelo Ronconi.

Vides Junior é escritor, colunista do site da UNA e autor da série de vídeos ateistas, denominado Um ateu de Mau humor. Âsa Heuser é colunista do site da UNA e autora da série de vídeos ateistas, denominado Uma atéia de Bom Humor. Marcelo Ronconi é um dos diretores da UNA e divulgador do ateismo via orkut.
Motivados pelo desejo de mudança, essas três personalidades lutam e inspiram vários ateus a manifestarem os seus ideais, carregando fielmente a bandeira da luta Humanista, secular e naturalista.

Para a entrevista foram criadas 20 perguntas, curtas e claras, e cada um dos 3 entrevistados foram respondendo conforme uma ordem estipulada antes de dar início a entrevista. As respostas dos entrevistados serão divulgadas na íntegra, ou seja, da forma que eles responderam ao vivo.
A seguir, acompanhe as respostas de Âsa, Vides e Marcelo, uma oportunidade imperdível que merece destaque.

Âsa Heuser

Marcelo Ronconi

Vides Junior

1 – Como se tornou ateu/ateia?

Vides: Eu me tornei ateu por volta dos 16/17 anos, depois de ter tido uma formação cristã católica. Antes de me tornar ateu fui espírita, chegando inclusive a ser medium de um dos centros espíritas mais conhecidos da cidade de São Paulo. O ateísmo veio de forma natural, de repente, enquanto eu estava na praia filosofando sobre a vida….
. De repente, cheguei à conclusão de que tudo aquilo que eu via e sentia era fruto de uma evolução natural, e não de vontade divina. Confesso que o alívio que senti naquele momento é indescritível, como se um grande peso tivesse escorregado pelas minha costas.

Âsa: Eu tive duas fases, primeiro me tornei atéia aos 8 anos, quando desisti do deus que me ensinaram no Jardim de Infância. Os meus pais eram ateus, então isso não foi reforçado em casa. Depois eu tive uma fase de busca dos 20 aos 40, mas já era no sentido de deus=energia. Desisti depois de conhecer a STR e descobrir que os meus filhos tinham se tornado ateus.

Marcelo: A minha descoberta foi muito precoce, e intuitiva. Contava com apenas 14 anos, e ainda que estivesse em um colégio protestante, eu já questionava a professora de religião (pastora) sobre uma série de questões metafísicas. Ateu propriamente falando, não só cético, com a bagagem intelectual que exige, assumi por volta dos 17, já na faculdade de Filosofia.

2 – Como você analisa a situação do ateísmo no Brasil?
 Vides: Penso que o ateísmo no Brasil esteja caminhando para uma situação mais positiva. A despeito da grande influência da religião na política e na sociedade, graças a meios virtuais como o Orkut, Twitter, Youtube, dentre outros, estamos começando a nos unir e desenvolver associações e ações de conscientização que favorecem a despreconceitualização do ateísmo.
Mas ainda há muito que fazer para que possamos atingir o mesmo nível de militância de alguns países mais desenvolvidos.

Âsa: Ainda é um movimento disperso e um tanto caótico, mas está começando a ficar mais organizado e acredito que em poucos anos vai ser um movimento bastante forte e expressivo.

Marcelo: Eu não vejo essa exposição dos ateus (alguns diriam até “ousadia”) como um avanço. O ateísmo no Brasil é diminuto e dificilmente reverteremos este fato.

3 – Você é a favor de uma revolução ateísta?

Vides: De forma alguma. Para quê? Qualquer revolução que beneficie um pequeno grupo ou ideologia é um contra-senso á democracia e ao humanismo. Os ateus têm que comer muito feijão ainda, se quiserem o respeito da sociedade. Não é através de uma revolução, mas somente por meio da conscientização que vamos conseguir diminuir o preconceito.

Âsa: Não.

Marcelo: Não existe uma “revolução ateísta”.

4 – Você admira alguma personalidade famosa, escritor, pintor, músico , em especial? Quem?

Vides: Admiro muitos, e nem todos são ateus. Um dos escritores que mais admiro é o Noah Gordon, que é judeu. Os demais são músicos clássicos da antiguidade, cuja religiosidade não me importa.  

Âsa: Admiro várias pessoas, difícil escolher uma. Os que admiro é sempre porque são coerentes e honestos.

Marcelo: Em filosofia admiro muitos, alguns são deístas, outros são – se é que este termo merece destaque – “agnósticos”, enfim… nem todos são ateus como o francês Onfray. Nas artes é a mesma situação. Não ignoro ninguém por fé. Não temos amarras ideológicas, como no caso que vemos em alguns grupos religiosos, que só permitem a seus fiéis a leitura de livros assinados por representantes da própria
crença.

5 – O que a UNA representa para você?

Vides: Um sonho, um trabalho, uma esperança. Não por acaso, tenho dedicado grande parte do meu tempo à concretização da associação da União nacional dos Ateus, e tenho visto a mesma dedicação por parte de muitos outros ateus militantes. Acredito que a UNA seja a verdadeira mola que irá impulsionar o ateímo brasileiro à novas esferas.

 Âsa: A oportunidade de fazer alguma diferença em termos de diminuir o preconceito aos ateus e defender coisas como o Estado Laico e os direitos dos ateus.

Marcelo: Uma vanguarda. Pela própria tradição do nosso povo, a nossa história, o que a UNA representa cabe no conceito de vanguarda. E é uma vanguarda muito promissora, porque se propõe a objetivos concretizáveis.

6- Relate um preconceito que sofreu por sua escolha filosófica?

 Vides: Eu trabalhava como editor-chefe em uma editora que produzia um jornal segmentado. Meus dois chefes eram umbandista e católico, respectivamente. Fui mandado embora porque eles me criticavam pesadamente por ser ateu, não importando o quanto me dedicava à empresa. Para se ter uma ideia do nível de preconceito, o umbandista mandou um pai-de-santo benzer a editora no dia seguinte à minha saída…
para limpar os “maus fluídos” que eu tinha deixado no loca.

 Âsa: Se já sofri algum preconceito, foi tão velado que não consegui perceber. Mas eu acho que posso ter perdido alunos por causa disso, só não ficou claro.

Marcelo: Se o “escolha” é colocada como “preferência”, eu já afirmo que não preferí ser ateu, isso foi algo muito natural. E nesta condição, de ateu, eu já sofri discriminações em colégio e uma ameaça física. Algo tão estúpido quanto uma discussão na estrada.

7 – Sobre a laicidade do Brasil: Existe, na prática, um país laico?
Vides: Não acredito nisso. Na constituição tudo soa bonitinho demais, mas a verdade é mais crua. Igrejas não pagam impostos, enquanto museus sim; igrejas podem derrubar leis do silêncio, podem influenciar em decisões políticas e sociais. Se o Brasil fosse mesmo um país laico NA PRÁTICA, não teríamos tantos problemas com preconceitos oriundos da religião.

Âsa: – Não, o Brasil na prática não é um país laico. Depois do acordo Brasil-Vaticano, isso ficou ainda mais evidente.

Marcelo: – O Brasil sequer sonha em ser laico efetivamente e já tem brasileiro tendo pesadelo o crendo como “laicizante”. Há uma diferença sensível nisso. Nosso país tenta, aspira, a laicidade, mas não, ele não é.

8 – Como você divulga o ateísmo?
 Vides: Tenho uma série de vídeos no Youtube intitulada “Um Ateu de Mau Humor” com mais de cem mil visitas. Além disso, sou bastante participativo nos principais círculos ateístas nacionais, de forma a ficar sempre por dentro dos acontecimentos referentes ao assunto, divulgando-os o máximo possível para outros ateus, quando possível.

Âsa: Assumindo o fato de ser atéia publicamente, principalmente no Orkut, e mais recentemente através de videos e um blog.

Marcelo: Através da UNA, também do Orkut, e espero que até o final do ano já tenha colocado no ar um site sobre ateísmo com material, senão inédito, ao menos pouquíssimo conhecido pelos leitores brasileiros.

9 – Qual a relação família/trabalho com a sua corrente filosófica (ateísmo)?
Vides: Minha família me apoia, a despeito de todos serem teístas/deístas. Já meu trabalho como jornalista em pouco influencia na minha ideologia ateísta (e vice-versa), mas confesso que eu seria mais feliz profissionalmente se pudesse produzir apenas trabalhos referentes ao ateísmo. Afinal… quem não quer ser um Richard Dawkins Tupiniquim?

Âsa: Na minha família quase todos os membros mais próximos são ateus, então é tranquilo. No trabalho eu não menciono o assunto porque não cabe (sou professora particular de idiomas), mas se alguém me pergunta eu respondo honestamente o que penso.

Marcelo: No início a relação com a família não foi tão simples, porque como havia dito, eu passei a assumir meu ateísmo com 17. As conversas foram suficientes para eu merecer o respeito de cada um. Quanto ao trabalho, em nenhum sentido fui afetado.

10 – Já freqüentou alguma religião? Qual (is)?
Vides: Fui católico e espírita, frequentei ambas com assiduidade

Âsa: Me batizei depois de adulta na IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), que é a igreja protestante histórica, não essas neo-evangélicas, e participei durante muitos anos. Mas era mais para “pertencer ao clube” como dizia o meu marido.

Marcelo: Ainda que tenha convivido muito com religiosos, e tenha uma franca sensibilidade para compreendê-los, eu não posso dizer que já fui alguém crédulo, em qualquer designação religiosa. Na catequese fui expulso por “perguntar demais”, por parte católica, na protestante, no colégio, não era bem quisto pelo mesmo motivo. Nunca sentí nenhuma falta de ser arrebanhado.

11 – Religiões: Uma necessidade histórica ou um peso no desenvolvimento humano?
Vides: Sem dúvida um peso no desenvolvimento humano. Pense em quantos avanços teríamos alcançado se não tivéssemos tido as rédeas da religião atrasando nossa história. Onde estaríamos hoje se não tivéssemos sofrido com a Inquisição ou as Cruzadas? A religião é uma pedra amarrada na cintura da Humanidade. Queremos andar adiante, mas ela pesa, e nos atrasa….
Acredito que, se não fosse a religião, já teríamos alcançado a cura do câncer. Já teríamos desembarcado em Marte. Já teríamos uma vida muito mais longa e próspera do que a que temos hoje.

– Âsa: É muito difícil dizer, porque não sabemos como teria sido se não tivesse havido religiões. Mas a religiosidade já teve utilidade em alguns contextos, embora na maioria das vezes tenha sido usado para abusar do poder.

Marcelo: É difícil imaginar alguém sério dizendo que as religiões não serviram nunca para nada que fosse benéfico às sociedades. Elas tiveram sim seu papel e ainda hoje têm. Mas poderíamos, ou não, estar melhores sem ela. Imaginemos que o Iluminismo tenha sido bem sucedido. Poderíamos ver mais países como a França, ou, os mais decadentes do período comunista soviético. Não apostaria no progresso “com
ou sem” as religiões. O que teríamos seria um catálogo menor de atrocidades na história, mas a que preço? Depende do quanto você acredita ou não no homem como ser ético.

12 – A idéia de inferno: O que esse fantasma local é para a mente de um cristão, em sua opinião?
Vides: É a moeda de troca da religião cristã. Sem a ameaça do Inferno o cristianismo jamais teria chegado aonde chegou. É graças à doutrina do inferno que o cristianismo consegue cada dia mais adeptos. Tire-se o Inferno e teríamos muito cristão matando e roubando. Eles só não o fazem porque temem o inferno (que é eterno e muito, muito doloroso).

Âsa: Existe gente que acredita em deus sem acreditar no inferno. Mas para aqueles que acreditam é o que os mantém aprisionados e sem condições de questionar, porque a mera dúvida já é um pecado terrível.

Marcelo: Somente pessoa muito limitadas intelectualmente levariam a sério uma ideia como a do inferno. Esta ameaça estúpida nunca impediu ninguém de cometer crimes.

13 – Albert Eistein: Um cristão? Um judeu? Um deista ou um ateu?
Vides: Um ateu, certamente. Essa historinha de que ele era teísta é uma grande falácia usada pelos crentes para arrebanhar para seu lado filosófico uma das maiores personalidades que o ateísmo tem em si. Quem já leu a biografia de Einstein sabe que ele morreu ateu.

Âsa: Muito provavelmente um judeu ateu, mas não acho que isso seja muito importante.

Marcelo: É difícil responder com exatidão. Mas ao que tudo indica, era ateu (por mais que levantem dizendo que se tratava de um crédulo no sentido spinoziano).

14 – Muitos ateus usam muito o nome de Richard Dawkins. Para você, ele merece tanto mérito? Por que?
Vides: Richard Dawkins é a nova celebridade do ateísmo. Lembro que essa posição antes pertencia a Carl Sagan, a despeito dele não ser um militante do ateísmo, mas da ciência. De qualquer forma, existiriam ateus militantes com ou sem o Dawkins. Mas é inegável que ele trouxe um bem soberbo para o ateísmo mundial. Por isso, sim, ele merece todo crédito dos ateus.

Âsa: O Richard Dawkins tem a coragem de vir a público e questionar um monte de coisas. Ele merece respeito por isso, mesmo que a gente não concorde com tudo que ele diz. E a contribuição dele no campo da biologia é muito relevante.

Marcelo: Eu não me sinto devedor de nada quanto a Richard Dawkins. Entretanto não tiro o seu mérito de ter feito com que muitas pessoas refletissem sobre assuntos antes tão tabus. É um grande cientista, mas no que diz respeito a assuntos de cunho filosófico, não me acrescentou em nada.

15 – Você acredita que o motivo da nossa “lentidão” intelectual em massa é devido a fé?
 – Vides: a fé contribui muito para isso. É possível enxergar esse fato através dos crentes que negam veementemente a ciência em favor da religião. Por incrível que pareça, a maioria das pessoas ainda acredita que deus tem um papel fundamental na criação do Univeros e do Homem. Sem a religião, a ciência teria avançado muito mais.

Âsa: A mentalidade religiosa sem dúvida atrapalha o desenvolvimento, porque as pessoas são educadas para não questionar. Isso faz com que não se questione nenhuma autoridade, inclusive na política. Esse é um dos fatores que perpetua a corrupção.

Marcelo: A fé é uma das ferrugens do esclarecimento, da lucidez, em diversos assuntos importantíssimos para a humanidade pensante. Estou longe de querer colocar a razão no altar, mas a fé é algo estúpido e que tem um preço muito caro. Você disse “massa”, aceitando este termo, sim, ela tem seu efeito colateral sério. E penso que isso tende a ser uma constante.

16 – A existência de Jesus Cristo é aceita por alguns ateus. Você acredita que ele tenha existido?
Vides: Não acredito. Jesus é um mito copiado e inteligentemente maquiado para parecer sobrenatural, desde o “desaparecimento” das evidências físicas de seu corpo, até de sua família e amigos. Jesus provavelmente é um mito criado e que foi bem elaborado até o surgimento da ciência moderna, que trouxe muitos questionamentos a respeito dele.

Âsa: Não, não acredito que tenha existido sequer como pessoa comum.

Marcelo: Não me importa saber se existiu um homem chamado Hamlet do mesmo modo que o tal Jesus também não me interessa. O relevante é o que disseram sobre sua figura, e o que isso causou na história. Existiam tantos judeus, feiticeiros, e até filósofos que “ressuscitaram”, de acordo com algumas fontes, se um se chamava Jesus francamente não me interessa.

17 – O design inteligente (D.I.) usa de grande parte da idéia evolucionista proposta por Darwin. Qual o seu conceito sobre o D.I.?
Vides: O DI é uma piada de mau gosto. E tem ficado cada vez mais sem graça, quanto mais os teístas abusam da física quântica para mascarar suas inverdades. eles se aproveitam das ciências complexas para iludir e enganar as pessoas.

Âsa: DI é criacionismo com “outra roupa”

Marcelo: Para manter uma mentira é mesmo necessário que se invente outras. O chamado “design inteligente” foi inventado, veja só, por burros.

18 – Entre ateus e teistas há uma disputa ideológica constante. Você acredita que ateus e teístas podem se dar bem juntos, apesar de tamanha contradição ideológica?
Vides: Acredito que sim. Pelo menos sou um grande crítico de quem pensa ao contrário disso. O problema é que essa harmonia ainda vai demorar muito a chegar. Ainda existe muito obscurantismo por parte dos teístas que nos associam ao mal, e muita intransigência por parte dos ateus revoltadinhos que querem explodir igrejas.

Âsa: Se houver respeito de ambas as partes, o convívio é possível. E se houver uma noção clara de que a religião não pode invadir a esfera das políticas públicas.

Marcelo: Tolerância é possível, indubitavelmente. Ainda estou para ver um ateu virando terrorista, ao contrário de tantos exemplos no mundo religioso, mas nem todos são estúpidos a esse ponto. Um país sem conflitos ideológicos é um país sem ninguém.

19 – A morte é algo inevitável e que os cristãos se confortam usando a ressurreição. Como você encara a morte?
Vides: Normalmente: estive morto por bilhões de anos antes de nascer e isso não foi nem um pouco inconveniente para mim

Âsa: A morte faz parte do ciclo da vida. Não é uma idéia agradável, e sentimos muita falta das pessoas que m orrem, mas temos que aceitar os fatos. Pessoalmente não tenho medo da não-existência, embora deseje viver tanto tempo quanto possível

Marcelo: Querer viver pra sempre é egoísmo demais. A morte é uma aposentadoria. Eu reconheço que é difícil de encará-la normalmente, mas falando por mim, não a entendo como algo terrível, censurável, enfim, como um tabu. A finitude está longe de ser uma maldição. Tão natural quanto o nascimento é o seu término. Exigir sentido é perguntar para a pedra porque 2 + 2 é 4.

20 – O blog Ateu Ativo recebe visitas e comentários de várias massas de ideologias diferentes, entre elas, ateus, cristãos, deistas, agnósticos e muito mais. Qual a mensagem que você deixa para os leitores e visitantes do ATEU ATIVO?
Vides: Acreditem ou não acreditem no que vocês quiserem. Mas, acima de tudo, tenham respeito por todos e não façam com os outros o que você não quer que façam a você mesmo.

Âsa: Ser ateu/atéia não é uma escolha, mas uma conclusão a que se chega. Eu não conseguiria voltar a acreditar mesmo que quisesse. Aceito que existem pessoas que nunca vão conseguir deixar de acreditar, a única coisa que eu não admito é me apontem o dedo e digam que vou para o inferno por não pensar como eles. Aos que acreditam, um conselho: não se deixem explorar por outras pessoas, por mais “santos” que pareçam.

Marcelo: Talvez vocês entendam o ateísmo como uma radicalidade desnecessária no campo das ideias. Se qualquer crença lhe apraz, francamente é um direito seu, e poucos serão os infelizes que tentarão calá-los. Mas se posso dar só um conselho para os teístas aí vai: mantenham seu dinheiro no bolso e seu cérebro funcionando, independente do que pastores, padres, mulás e semelhantes lhe disserem. E
fiquem com ateus. (risos)

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E aqui encerra a primeira entrevista do Ateu Ativo. Novamente, agradeço a Vides, Âsa e Marcelo, que nos prestigiaram com esta entrevista. Saibam que vocês já são ícones do ateismo brasileiro e que o trabalho de garra de vocês não é em vão. Parabéns pelos seus respectivos trabalhos!

Poesia ateista – Incrédulo

Publicado: 01/12/2009 em Uncategorized
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O blog Ateu Ativo tem a honra de divulgar uma poesia escrita pelo meu grande amigo, Willian (Heavy Metal). É uma poesia clara e direta que eu espero que gostem:

Incrédulo
(Willian dos Reis de Souza)

Por que acreditar no improvável?
Por que acreditar no inventável?
Por que acreditar que tudo é perfeito?
Por que acreditar que não há nada suspeito?

Por que acreditar em uma ilusão?
Por que acreditar que algo mereça perdão?
Por que Acreditar em um ser
Inventado por você?

Por que acreditar que não há guerra?
Quando se há violência por todas as partes?
Por que acreditar na criação?
Quando não se vê como foi criado?

Por que acreditar que tem que ser assim?
Quando não se questiona nada afim?
Por que acreditar na eternidade?
Quando se vê o fim?

Pra que acreditar no castigo?
Se não violou sua ética?
Pra que acreditar em uma recompensa
Se não tem feito nada importante assim?

Por que ver o mundo de uma forma tão superficial
Somente para tentar não enxergar o mal?
Por que seguir ensinamentos
E não seus próprios andamentos?

Por que ver que o mundo é perfeito
Quando se há falhas por todos os lados?
Por que insistir em um só fato
Que ainda não foi comprovado?

Por que fazer das coisas banais
Quando na verdade elas são especiais?
Por que agir comigo assim
Sendo que você nunca gostou de mim?

Por que não acreditar na inteligência?
Por que então acreditar em algo que não se sente?
Por que fazer afirmações?
Sem procurar informações?

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Reconhecer e divulgar o trabalho ateista é um grande passo para a quebra do preconceito.

Astrologia

O homem sempre se interessou em saber o fututo, mas passar por cima do racional para alimentar uma fé de previsões é enganar-se e enganar os demais de sua espécie.

 A Astrologia é uma pseudo-ciência que divulga “vidências” e status de um grupo específico, determinado por datas de nascimento, no qual atribuem o nome de signos. A crença no poder da astrologia, mais especificamente o horóscopo, tem um poder de ilusão assustador e ao mesmo tempo pertubador.
Richard Dawkins também se interessou por esse assunto e em um de seus vídeos para a Discovery Channel mostrou o quanto a fé astrológica é falha. Escolhendo pessoas de signos diferentes, Dawkins entregou a cada uma dessas pessoas uma folha contendo previsões, porém a previsão era de signo diferente das respectivas pessoas. O resultado já era de se esperar, grande parte das pessoas (digamos, 8/12) afirmou que o relatado nos signos estava corretíssimo com a personalidade delas e que o futuro que os signos os reservava era o mesmo esperado por elas.

Mostrando, na prática, os erros do horóscopo:

Determinado em mostrar a farsa astrológica para algumas colegas que acreditavam nessas previsões, convidei pessoas aleatórias, as perguntei os seus signos e em seguida li descrições de signos diferentes do que a elas pertencem; novamente o efeito da enganação pessoal ressurgiu, as pessoas para as quais eu lia as previsões afirmaram que as características lidas pertenciam a elas. Com esse experimento coloquei cartas na mesa, mostrando que o referido no horóscopo são coisas comuns a qualquer pessoa, as vidências que lá demonstram são pequenos acidentes que qualquer pessoa está sujeito a sofrer, tudo isso em uma espécie de linguagem fria, enganando a todos aqueles que buscam nas revistinhas adolescentes ou até mesmo em jornais de grande prestígio um futuro pré-vivido.

A certeza do futuro sempre intrigou o homem, para ter uma resposta imediata do amanhã ele busca em meios, ditos místicos, respostas irracionais e sem comprovação. O pior de todo esse linho de mentiras voluntárias não é a enganação que as pessoas desatentas sofrem, mas sim o lugar que essas ideias estão ocupando, tomando o local de uma verdade universal e criando um universo para mentiras pessoais.

Saber que o futuro é uma caminhada de passos graduais é intensamente gratificante, estar precavido também o é, mas criar um ambiente de mentiras em que o alvo seja toda uma espécie é uma traição a boa vontade das pessoas e o preço de tudo isso é o regresso humano e científico.

Dificuldades

Qual vida possui mais obstáculos sociais - Vida cristã ou vida ateista?

O cristianismo ensina a seus adeptos que uma vida cristã é complicada e repleto de desafios, instrui também a seguir pelo caminho, que para eles é o único correto, da fé. Ensinam também aos adeptos que o caminho da dificuldade é o melhor caminho a se seguir, pois este é o correto para deus. Mas, afinal, quem enfrenta mais desafios por sua escolha filosófica (ou não)? O cristão ou o ateu?
Há mais de 40 anos fomos contemplados com a liberdade de expressão. Podemos acreditar no que quisermos e questionar o que nos parece duvidoso. Mesmo com tamanha liberdade, muitas escolhas são condenadas e mal vistas pela nossa sociedade, desde a orientação sexual até nas nossas correntes filosóficas. Uma ideia mal interpretada pela sociedade é sinal de muita dor de cabeça, condenação, perseguição, enxeção de saco e guerras pessoais pertinentes. Driblar os ataques e os olhares tortos de uma sociedade é uma caminhada sofrida e que as vezes parece não valer a pena, é aí então que vem o desânimo.
O Brasil é teoricamente laico, digo teoricamente porque na prática não o é. Grande parte da população brasileira é cristã, por este motivo religiões difentes e ideias contrárias ao cristianismo são deixadas de lado. Uma vida cristã é vista como uma vida santa, como a coisa correta a se fazer, quando um cristão falha, para a massa social mais ignorante, não é ele que errou, mas sim foi uma tentação ou opressão diabólica (satânica, luciferiana, ou quaisquer mais nomes que atribuem). Carregar cruscifixos e bíblia é sinal de total moralidade. “Testemunhar” que se tornou cristão é visto como um recomeço, e o passado da pessoa não importa mais, independente se ela era um serial killer, um psicopata estuprador ou um político corrupto. Assumir o cristianismo no Brasil é o mesmo que se pseudo-santificar. Mesmo com tantas “dificuldades invejáveis”, as instituições religiosas cristãs insistem em AFIRMAR que a vida religiosa é mal vista pelas pessoas de nossa sociedade.

Creio que você ficou impressionado com a “dificuldade” da vida cristã brasileira, agora veja como é a vida “fácil” do ateu brasileiro:

O Brasil é praticamente TEOCRÁTICO, digo praticamente porque de mentirinha ele se intitula laico. Ateus são minoria em nossa país, como é de se esperar o preconceito sobre esse grupo é assustador. Assumir o ateismo em nosso país é o mesmo que se exilar, isso porque o que as pessoas não conhecem elas temem e o que elas temem elas se afastam. Para a sociedade, ateus não amam; cristãos pensam assim porque para eles o único amor verdadeiro é o do deus judaico-cristão. Dificilmente ateus conseguem espaço na mídia para divulgar as suas ideias, isso porque as emissoras temem que a sua audiência caia, estas emissoras acreditam que o ateismo é o ponto de declínio de uma audiência (felizmente o Atheist Experience conseguiu fazer diferença). Não importa o quanto um ateu demonstre sabedoria, evidências científicas e possua credibilidade nos seus relatos, muitas pessoas irão dizer que o que não está escrito na bíblia não é verdadeiro. Muitos ateus já perderam o emprego quando seus patrões descobriram da ideologia de seus funcionários, para estes patrões ateus não são confiáveis. Há muitos outros obstáculos na vida de um ateu, indo desde problemas familiares constantes até uma vida social perseguida.

Os cristãos dizem que o caminho da uma vida fantasiosa é complicada e que a vida interpretada com naturalidade é fácil ser seguida em nossa sociedade. Educam as crianças a pensarem assim e desta forma criam um exército de crentes robóticos, alienados com a ideia de estarem sofrendo perseguições, ditas mundanas. Cristãos afirmam que suas vidas são difíceis, isso não acontece por ela realmente a ser, mas sim pela forma como eles adoram semear o próprio sofrimento.

Feliz

Ateus são felizes por amar a complexibilidade da natureza

Ateus são felizes por amar a complexibilidade da vida e por ver no natural uma resposta racional e convicente. Lutam pelos seus direitos e se emocionam quando outro indivíduo de sua espécie necessita de ajuda. Entendem perfeitamente que o sofrimento pode ser encarado de frente e não por sonhos ultrapassados, desta forma seus problemas são vistos verdadeiramente como aprendizado e não como obrigação mandada por um ser sobrenatural.

Felizmente, os ateus estão cada vez mais se unindo, detonando com o preconceito e mostrando ao mundo que a moralidade independe de fé, mas sim por um sentimento individual no qual chamamos de ética.

UNA-se a UNA!

Publicado: 27/11/2009 em Informativo
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UNA-se a UNA!

UNA-se a UNA!

A UNA (União Nacional dos Ateus) é uma organização sem fins lucrativos e que cada dia se torna a casa de muitos ateus brasileiros. Esta postagem tem como objetivo informações básicas sobre esta grande organização.
Criada em 2008, a UNA possui canais de interação e informação em comunidades do orkut, blogs e um site, lançado recentemente. Tem atualmente mais de 2500 membros e simpatizantes. No blog são escritos textos e matérias relacionadas ao ateismo, humanismo e secularismo. No site, UNA Brasil, os ateus tem acesso a textos e informações relacionadas a organização, o site ainda em término é a promessa de um grande canal de interação dos membros da UNA. Atualmente, o canal central da UNA é a comunidade do orkut, isto devido maior proximidade dos associados e também por ser um meio de comunicação bastante usado por vários internautas.

Metas da UNA:
-Combater o preconceito contra ateus, agnósticos ou quaisquer outras designações ditas religiosas ou doutrinárias que a ela recorrerem;
-Garantir a manutenção da distinção entre Governo e instituições religiosas, de modo a resguardar a laicidade do Estado, seja ela na esfera federal, estadual, municipal, sendo executiva, legislativa ou judiciária;
-Desempenhar papel defensável ao Humanismo Secular, em detrimento a qualquer tentativa de imposição de doutrina ou religião a qualquer cidadão brasileiro que a ela recorra;
-Impugnar qualquer tipo de preconceito advindo de posições filosóficas, doutrinárias, religiosas ou raciais que possam corromper a índole ou moral social ou pessoal de qualquer cidadão que a ela recorra;
-Defender o direito de ateus e agnósticos em assumir ou admitir sua condição descrente diante de quaisquer representações ou manifestações, sejam elas pessoais, familiares, sociais ou culturais;
-Conscientizar os cidadãos brasileiros do respeito à pluralidade de crenças e não-crenças por meio de ações sociais, campanhas, ações judiciais, promoções e por quaisquer outros meios que considerar viáveis para a manutenção do Estado Laico.

Grandes personalidades da UNA:
Âsa: Uma grande mulher, adimirada por todos os membros da UNA, por seu carisma, inteligência e simpatia. Com uma série de vídeos e um blog bem estruturado, Âsa, mostra as suas ideias através da série “Uma ateia de bom humor” que já é um grande sucesso.
Vides Junior: Jornalista e escritor, Vides Junior, faz uma série de vídeos, denominado “Um ateu de mau humor”. Seu sucesso se deve a forma crítica como critica a fé cega e irracional e a clareza como divulga os seus ideais.
Marcelo Ronconi: Um dos diretores da instituição, Marcelo divulga o ateismo através de imagens em seu álbum no orkut e por trabalhos realizados dentro da organização.
Paulo: Responsável pela campanha de sua autoria, Frases de Camisetas, Paulo divulga o ateismo de uma forma ousada e bem humorada, mostrando as pessoas que, assim como religiões, o ateismo é digno de ser divulgado nas ruas.
Alex Ângelus: Dono da comunidade da UNA no orkut, Alex conta com uma equipe de moderadores para estruturar a comunidade do orkut.
Ghi: Responsável pela divulgação da UNA internacionalmente, além de criar vídeos, como Padri Ghi. Conhecido por seu trabalho na divulgação da UNA internacionalmente

O número de grandes personalidades na UNA é gigantesco e não haveria espaço para divulgar tantas pessoas ilustres por lá, entre elas destaco também pessoas que vejo dotadas de grande sabedoria, como: Suelysofia, Sávio, Yuri, Willian, Fábio, Leo Gerrard, Rafael Oliveira, Rafael Grando, Marcos Lima e muitos outros que já são ícones da organização.

Campanhas:
UNa – Mostre a sua cara: Campanha que busca a divulgação do ateismo através de vídeos divulgados pelo Youtube. Os videomarkers fazem suas próprias produções e divulgam para o grande mundo virtual.
Frases de camisetas: É um tópico na comunidade da UNA, no qual os membros criam frases ou divulgam algumas já existentes, assim feito o criador da campanha analisa e faz camisetas. Há sorteios periódicos das camisetas e o organizador (e dono) acata com todas as despesas.

As Campanhas já estabelecidas e com grande aceitação pelos membros da UNA são estas. Há muitos projetos a serem aprovados e estabelecidos, porém, a caminhada para essa manifestação requer tempo.

UNA-SE A UNA!
A UNA é uma organização que cresce cada vez mais, este sucesso se deve a participação dos membros da organização e ao trabalho mútuo. Sabemos que o preconceito é algo que só tem término quando o conhecimento substitui a ignorância, para isso a UNA convida você, ateu brasileiro, para se associar. Juntos, podemos abrir os olhos da ignorância e assim sendo, os nossos direitos serão respeitados.
UNA-se a UNA!

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Links:
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*Una – Site
*UNA – Blog no WordPress
*UNA – Twitter

Por que estamos aqui?

Publicado: 26/11/2009 em Texto
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Por que estamos aqui?
Uma questão que sempre intrigou o homem desde a sua consciência da racionalidade até os tempos modernos é o motivo da nosssa existência. A grande pergunta filosófica: “Por que estamos aqui?” é uma dúvida que o evolucionismo responde graciosamente.
Religiosos já propuseram inúmeras teorias do porquê estamos na Terra, e entre todas elas destaco a ideia cristã. Para o cristianismo, surgimos através da criação de um deus e para este deus que estamos aqui. Para a crença cristã a vida na Terra é somente uma passagem, algo temporário, uma espécie de prova seletiva em que os adoradores e seguidores de Jesus Cristo irão assumir o trono junto a Javé. Para um cristão isso deve ser bem confortante, mas para um ser humano isso não é nada aceitável.
Somos biologicamente iguais, possuímos características comuns e assim como o resto do universo temos limitações naturais, na qual a chamamos de leis da natureza. Acreditar que alguns indivíduos tem um fim particular é uma ideia arrogante e egoista, além é claro de ser irracional. Temos uma obrigação assim como os demais animais, esta obrigação é mais bela do que adorar, obedecer e servir, essa obrigação se diz respeito a viver e a progredir a espécie de forma natural. Este é o motivo de nós, assim como os demais animais, estarmos aqui.
Felizmente, a evolução (proposta divulgada por Darwin) nos presenteou com uma característica especial e diferente dos demais animas. Acredita-se que quando ainda nos concentrávamos na África éramos presas fáceis para os demais predadores, presas que não possuiam até então uma defesa adequada. Porém, graças a uma evolução gradual, desenvolvemos o nosso cérebro e junto a este, a nossa capacidade de raciocínio. Daí então, passamos de presa e inofensivos predadores, para o animal de maior perigosidade na cadeia alimentar, possuindo assim o topo da mesma.
Graças a uma evolução gradual, hoje temos uma vida melhor que a dos nossos ancestrais.
Conseguimos, graças a uma evolução gradual, a driblar os nossos instintos básicos, evoluimos e hoje podemos nos considerar (apesar de algumas “falhas” de alguns membros de nossa espécie) a espécie mais avançada de todas que conhecemos. Uma espécie que aprendeu a criar, a raciocinar, a comunicar, a filosofar, a se adaptar facilmente, capacidades exclusivamente humanas. A tecnologia, a ciência e a educação nos proporcionaram estender a nossa expectativa de vida, conforto, compreensão, a criar leis de convívio e a entender que amiguinhos imaginários são coisas infantis (pena que nem todos aprenderam isso, hehe).
Graças a nossa capacidade de sociabilidade, hoje podemos interagir e nos comunicar com os demais da nossa espécie.
Viver é uma aventura bela e que como todo “BEM” tem um término. Sim, estou falando da nosso obrigação social, a morte. Estamos aqui para vivermos da melhor forma que pudermos e usufruir de uma felicidade que muitos não tiveram a oportunidade de ter. Saber que existir é um prestígio é o primeiro passo para entender o porquê de estarmos aqui.