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Senso de Justiça comum.

Senso de justiça possibilita as pessoas a pensarem e re-pensarem em seus atos com suas respectivas consequências.

Ultimamente, andei observando um pensamento de Nietzsche que me chamou muito a atenção. Este se refere ao fato de desumanidade que fazemos ao ignorar a ação negativa de uma pessoa. Estou me referindo a frase: “É desumano bendizer aquele que nos amaldiçoa.”

Essa citação, de certa forma polêmica, coloca em questão a nossa concepção de humanismo e perdão. Somos sensíveis quando tocam em nossos pontos de fragilidade social e pessoais, a nossa reação de vingança é institiva. Saber assimilar o poder de uma punição pessoal é uma necessidade para qualquer relacionamento humano, oferecer a outra face quando apanhamos não é nada normal ou símbolo de humanismo.

Aqui não se entra com o verbete de “olho por olho e dente por dente”, mas sim ao grande ensinamento que podemos repassar ao demonstrar o quão tal atitude é negativa. Quando demonstramos que estamos magoados com certa atitude, de uma forma bem certeira consiguimos colocar a reflexão no indivíduo que o fez. Mostrar que não gostamos ou o que não se deve fazer é deverás uma ação solidária, e aplicar as devidas penalidades é uma justiça para todos, tanto para o mau feitor como a vítima.

Não estou falando de um ciclo vicioso de vinganças, mas sim de ensinamentos e de balanças morais. Quando ignoramos uma ação negativa de alguém o ciclo vicioso de falhas prossegue e assim surge o que chamamos de maldade. Colocamos aqui a questão de maldade ser definidade como uma corrente ou um filho travesso que cresce e não se nasce por si só, de uma forma espontânea e não por desígno de criações sobrenaturais.

Usar de bom senso e coerência quando somos magoados ou atacados é algo louvável. Usando de uma leve brisa de ensinamento circunstancial damos honra ao opressor, por não ser ignorado por suas ações e suas falhas, e ao oprimido, por ter os seus “direitos” reclamados. Tal postura de encarar ações com consequências é um passo a ser educado e aprendido por todos e JAMAIS deve ser usado como postura de opressão vingativa ou grau de malevolência.

Com um senso de justiça trabalhado e disponibilizado a todos os cidadãos, uma diferença no comportamento político seria de forma espontânea. Políticos diante de uma multidão capaz de julgar de forma racional seriam menos “políticos” e mais cidadãos. Pessoas diante de pessoas que sabem julgar seriam menos hipócritas e concerteza mais humanas.

Ignorar uma ação NUNCA é solução. Saber como medir as ações com suas consequências é algo sábio que todos podemos aprender, desde que o bom senso caminhe conosco durante tal iniciativa.

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Ceia de Natal

Muita gente passa o Natal nisso aí, parece bom. Não é?

 Final de ano é uma coisa encantadora, as pessoas se empolgam com o término de mais um ano e se alegram com a chegada de outro. Entre este encerramento cronológico do ano, se enquadra o Natal. Mas, o que realmente é este natal?

   O natal é comemorado no dia 25 de dezembro, época escolhida para designar o suposto nascimento de Jesus Cristo. Neste pique todo, as pessoas compram presentes para dar aos amigos, fazem orações a pedido de um ano melhor e enchem a barriga de panetone. Tudo isso parece muito bom para a grande maioria das pessoas no nosso país.

MAS,

Isso é o natal?

Você consegue agradecer ao NADA pelo NADA dessas crianças?

 Para mim não o é.

Não consigo imaginar como as pessoas conseguem agradecer ao seu amiguinho imaginário pela alegria de ter um baguete real ,e ainda manifestar-sem felizes por não ser o vizinho do bairro ao lado que irá passar o natal comendo arroz com pedaços de carne doados pelo açogueiro. É inaceitável dar graças a um suposto deus que dá o melhor que o dinheiro pode comprar para alguns e esquece daqueles que nunca tiveram uma moeda para gastar. Não consigo me ver parado em casa, imaginando um próximo ano cheio de MAIS riquezas, MAIS poder, e ignorando que o tempo que penso egoistamente, uma multidão clama por um pedaço de pão. Não consigo me imaginar comemorando uma data de alegria para tantos, mas que na verdade é só um desfarce para tampar os olhos e a boca de uma população carente. Não consigo imaginar um deus que quer toda a adoração para si, enquanto pessoas tiram de suas econômias moedinhas para pagar uma salvação falsificada.

  Não estou dizendo que não se deve alegrar com as vitórias da vida, mas ver o sofrimento alheio e levantar as mãos para cima por não ser tal indivíduo, é simplesmente a maior forma de cristianismo que conheço.

  Pelo contrário que muitos pensam, vários ateus comemoram o Natal. Não é por ser uma data cristã que não aproveitamos a oportunidade para se unir com os amigos e familiares, mas a grande diferença está no fato de, grande parte dos ateus no natal, lutam, lutaram e lutarão para que o fantasma do prato vazio não se assente nas mesas dos menos favorecidos.

  Neste Natal que tal fazer algo diferente, meu caro cristão? Que tal pegar o seu carro importado, meu caro pastor protestante e ir em asilos, hospitais, clínicas e presentear cada uma dessas pessoas com uma abraço e um pouco do seu muito? Que tal, aproveitar esta data e ir nas ruas de sua cidade, comprar o melhor Panetone que puder, o melhor vinho, os melhores presentes infantis, convidar uma mulher moradora de rua com seus 3 filhos para trocar de ceia com você e a peça para sentar-se ao lado dela durante tal evento? Por que ao invés de agradecer ao amiguinho imaginário, que não te segue e nem o abençoa, para ter um futuro melhor do que antes não faça um planejamento de como você pode ajudar que necessita AGORA?

FELIZ NATEU!

Neste ano, pare de achar que Papai Noel irá ajudar, seja o ser humano que verdadeiramente se importa. Comemore o NATEU!

 Esse é o espírito do Nateu. Um evento em que o humanismo e a solidariedade valem mais do que qualquer fé cega e irracional.  Faça algo de novo este ano, invista no ser humano que há em você e não na ovelha e servo que o fizeram acreditar ser.

  Feliz Nateu (adiantado) e comece a fazer a diferença AGORA!