Vi a promoção deste vídeo e achei interessante a música. Apesar de não ser o reflexo de como penso sobre o tema, e nem a forma “moral” de lidar com a fé por inércia, este video é melodicamente atraente e contraria a ideia de que ateismo se liga exclusivamente ao Rock ‘n’ Roll ou Metal.

Aproveitem!

Quando Nietzsche chorou

Publicado: 10/06/2010 em Resumo, Texto
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Filme: Quando Nietzsche chorou

Filme: QUando Nietzsche chorou

Muitos filmes são representações de um aspecto real ou de uma realidade psíquica, o que muitas vezes torna o indivíduo que assiste filmes um ser de análises amplas e de várias visões. Entretanto, assumo aqui que não gosto de assistir filmes, acho entediante e prefiro os livros.

Na última segunda, em função de um trabalho de filosofia resolvi selecionar como tema o filme “Quando NIetzsche chorou”, visto que este continha um pensador que muito me agrada. Assisti ao filme, me interessei e elaborei o seguinte resumo que compartilharei com vocês. Sei que para muitos, textos longos são cansativos e perdem o seu interesse, mas garanto que a leitura deste resumo, se não causar-lhes uma boa imagem, pelo menos o farão ter críticas ao filme ou a minha forma de resumir.

Confiram:

[O filme “Quando Nietzsche chorou” é uma interpretação cinematográfica da obra escrita do autor Irvin D. Yalom. Para melhor assimilação da ficção-histórica do filme dirigido por Pinchas Perry é interessante que o telespectador conheça um pouco da vida de Friedrich Nietzsche, o que torna o acompanhamento do filme mais seletivo e  . Na coleção “Grandes obras do Pensamento Universal” as obras do filósofo alemão contêm um breve resumo biográfico da vida de Nietzsche. Segue um trecho:

“Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em Röcken, Alemanha, no dia 15 de outubro de 1844. Órfão de pai aos 5 anos de idade, foi instruído pela mãe nos rígidos princípios da religião cristão. Cursou teologia e filologia clássica na Universidade de Bonn. Lecionou Filologia na Universidade de Basiléia, na Suiça, de 1868 a 1879, ano em que deixou a cátedra por doença. Passou a receber, a título de pensão, 3.000 francos suíços que lhe permitiam viajar e financiar a publicação de seus livros. Empreendeu muitas viagens pela Costa Azul francesa e pela Itália, desfrutando de seu tempo para escrever e conviver com amigos e intelectuais. Não conseguindo levar a termo uma grande aspiração, a de casar-se com Lou Andreas Salomé (uma bela mulher e inteligentíssima, atraia olhares de muitos cidadãos vienenses – O grifo é nosso), por causa da sífilis contraída em 1866, entregou-se a solidão e ao sofrimento, isolando-se em sua casa, na companhia de sua mãe e de sua irmã. Atingido por crises de loucura em 1889, passou os últimos anos de sua vida recluso, vindo a falecer no dia 25 de agosto de 1900, em Weimar(…)”

A sua grande influência na filosofia alemã diretamente para o mundo deu a Nietzsche um local de destaque na história da filosofia. Consciente da importância de relembrar a nossa sociedade sobre vida e (algumas) obra do filósofo, Irvin D. Yalon, publicou em 2000 uma obra de ficção-histórica, que levava como título o nome do que seria em breve um filme, “Quando Nietzsche chorou”. A obra se tornou Best-seller , criando um clima de discussão entre vários filósofos e psicólogos, no que repercute até hoje. O importante a ser analisado diante destas discussões é que, independente do ponto no qual o indivíduo se propõe a defender, o autor é bem claro ao se referir a sua obra como ficção-histórica, portanto não visa tirar créditos da prática psicológica criada pelo Doutor Joseph/Josef  Breuer e imortalizada pelo seu aluno Sigmund Freud, método catártico, e inseri-las na filosofia, o que este pretende é sem dúvida o levantamento e “ilustração” da passagem de Friedrich Nietzsche no consultório de Dr. Breuer e sua paixão enlouquecida por Salomé.

O filme lançado em 2007, com direção de Pinchas Perry veio popularizar a obra do autor Irvin D. Yalon, é claro que com suas modificações, e proporcionar ao público uma visualização cinematográfica do que o livro trouxe em suas páginas. Com uma rápida pesquisa pela internet encontramos diversas resenhas e sinopses referentes ao filme, entre elas, foi selecionado a do site de sinopses de lançamentos cinematográficos, AM vídeo locadora, que narra o seguinte texto sobre o filme:

“Baseado no best-seller e premiado romance de Irvin Yalom, o filme “Quando Nietzsche Chorou” conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante) e o médico Josef Breuer (Bem Cross), professor de Sigmund Freud (Jamie Elman). Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendência suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes, Bertha (Michal Yannai), com quem cria uma obsessão sexual e fica completamente atormentado. Breuer é procurado por Lou Salome (Kather Winnick), amiga de Nietzsche, com quem teve um relacionamento atribulado. Ela está empenhada em curá-lo de sua depressão e desespero, assim pede ao médico que o trate com sua controversa técnica da “terapia através da fala”. O tratamento vira uma verdadeira aula de psicanálise, onde os dois terão que mergulhar em si próprios, num difícil processo de autoconhecimento. Eles então descobrem o poder da amizade e do amor.”

O Filme “Quando Nietzsche Chorou”, apesar de ser uma ficção, trás um informativo histórico de grandes personalidades da história da filosofia e da psicanálise. É um filme em que o telespectador é levado a se projetar no pensamento filosófico moderno e se questionar sobre a sua realidade. É impossível assistir ao filme e não se apaixonar com a necessidade da introspecção inerente a todo ser humano.

As obras de Nietzsche, como são ditas no início do filme, são feitas por pequenos textos e citações que unidos proporcionam uma obra completa sobre o referido título desta obra.  Entre as obras de Friedrich Nietzsche todas têm o seu lugar na escala de importância, entretanto, “O Anticristo”, “Assim falava Zaratustra”, “Crepúsculo dos Ídolos”, “Humano, demasiado humano” e “Para Além do bem e do mal” são obras que se imortalizaram na filosofia moderna. Em suas obras, Nietzsche fala de humanidade, sofrimento, amor, julgamento, justiça, existencialismo, o que são facilmente notados em suas citações mais curtas, como as que se seguem do livro “Aurora” e “Para Além do bem e do mal”:

  • “Não existem fenômenos morais, mas interpretações morais dos fenômenos.”
  • “Os advogados de um criminoso são raramente bastante artistas para utilizar, em proveito do culpado, a beleza terrível de seu ato.”
  • “O criminoso não está muitas vezes à altura de seu ato: ele o amesquinha e o calunia.”

Nestas citações percebemos a preocupação de Nietzsche com o “ser justiça”, o “ter justiça” e o “fazer justiça”. É certo que as análises do pensamento de Nietzsche muitas vezes se confundem com o que queremos que elas simbolizem, mas termos como moralidade, direito e criminalidade nos levam a nos aproximar do pensamento judicial.

  • “A vontade de superar uma paixão não é, em definitivo, senão a vontade de outra ou de muitas outras paixões.”
  • “A enorme expectativa no amor sexual e a vergonha dessa expectativa estraga de uma só vez na mulher todas as perspectivas.”
  • “A sensualidade ultrapassa muitas vezes o crescimento do amor, de tal forma que a raiz permanece fraca e fácil de arrancar.”

É evidente em Nietzsche uma transmissão do que hoje consideraríamos como machismo, principalmente no que refere no comportamento feminino, entretanto, ao julgarmos as condições do filósofo em relação aos seus pensamentos sobre a mulher, é importante que tenhamos em mente que o que talvez seja o nosso jogo moral não seja o do escritor e filósofo, além de uma análise histórica das condições pessoais e sociais daquela época e sua respectiva localidade. Mas, o que não deve ser negado é a preocupação de Nietzsche com a desestabilidade do homem ao ser lançar de forma irracional no amor.

  • “Ele não esquece nada, mas perdoa tudo.” – Então será duplamente odiado, pois envergonha duplamente, com sua memória e com sua generosidade.”
  • “A vaidade é o receio de parecer original; é, portanto, uma falta de altivez, mas não necessariamente uma falta de originalidade.
  • “Certo homem pode ser a consciência de um outro e isso é particularmente importante quando o outro não tem nenhuma.”

Em suas citações sobre humanidade fica evidente o destaque que o filósofo dá no que se refere ao “ser e não ser humano”. É impressionante, com mesmo no fim do século XIX Nietzsche consegue interpretar em seus pensamentos a situação na qual estamos todos sujeitos e a que todos recorremos. Suas análises sobre religião e moralidade deixam claro que, Friedrich Nietzsche era um filósofo na frente de seu tempo, e que as suas obras só seriam entendidas em gerações futuras, isso caracteriza o seu discurso futurista e ao mesmo tempo contemporâneo.

O filme “Quando Nietzsche chorou” ao transportar o telespectador para uma visão de época, é um convite explícito para que este veja a verdade e a ficção da obra, e que este convite também seja aplicado para conhecer a vida, a obra e o pensamento do filósofo alemão Friedrich Nietzsche.]

Aos que usaram de seu valioso tempo com este humilde resumo, gostaria que opinassem e comentassem sobre as suas considerações do filme ou de Friedrich Nietzsche em si.

É digno do ser humano o sentimento cético.

É digno do ser humano o sentimento cético.

O ser humano por si só é cético. Questionar, e logo em seguida duvidar da resposta obtida é traço marcante de nossa humanidade em questão.

            Observando o comportamento dos bebês, nota-se o quanto a curiosidade toma conta da vida destes pequenos. É quase um convite a regressão quando vemos uma criança recém-nascida se arriscar de forma tão intensa para satisfazer sua curiosidade. Diante dessa pequena consideração, acredito que o sentimento cético é pertencente a toda a humanidade e acompanha o indivíduo desde o seu nascimento, logo, o ceticismo é inato.

            Pequena observação leiga à parte, é inegável que a humanidade sempre esteve armada para o “ataque” a dúvida e para a dúvida de qualquer resposta. Este sentimento que move a humanidade é o responsável pelo progresso de nossa espécie e pela evolução a passos largos de nossa filosofia e ciência. Questionar e procurar lacunas em nossas próprias convicções é um passo nobre que progride e dignifica qualquer ser humano.

            Infelizmente, as pessoas parecem criar uma barreira “anti-ceticismo” em torno da religião. É como se ela fosse uma verdade absoluta, totalmente fora de indagações ou refutações. O simples fato de pensar em duvidar dos dogmas e conceitos teológicos é mal visto pelos religiosos, e interpretado como uma atitude rebelde e imoral. A religião toma um ponto de ignorância tão grande, que ela acaba se tornando imune a dúvida, sendo aceita como ponto final de qualquer argumentação (ou seria respostas prontas da pré-escola?!) entre pessoas que especulam por uma verdade.

            Em um debate informal (graças a este resolvi voltar a postar), com um amigo acadêmico em enfermagem e cristão, estávamos tendo uma discussão muito interessante sobre astronomia e saúde pública (o “bendito” ato médico também inclui na conversa). Durante muita discussão, nossa conversa seguiu em escala histórica regressiva, chegamos no ponto crucial da dúvida humana: o princípio do princípio. Geralmente, quando chego a este ponto faço uso de muita cautela e de assumir a minha ignorância perante a longa caminha astronômica, além, é claro, de sempre informar que a ciência ainda caminha a passos largos no fechamento das lacunas de nossa existência. Feito isso, não era de surpreender que meu amigo e opositor de discussão soltasse uma famosa pérola cristã: “Você não sabe a resposta? Então só pode ser Deus, afinal um projetista é a única resposta possível para esta questão.”.  Não preciso descrever a minha explicação irônica em resposta ao infeliz comentário de meu referido amigo e futuro enfermeiro. O ponto que gostaria de chegar é somente ilustrar a cena clássica de limitação do ceticismo. É como se a religião fosse uma explicação autoritária e bastantemente plausível (creio que nem explicação ela pode ser considerada) que dispensa qualquer questionamento.

            Usar deuses como resposta para qualquer pergunta é irracional. Qualquer coisa que seja mais complexa que um organismo ou forma sucessora está mais sujeita a explicação que qualquer organismo. Denominar nossa ignorância de deus só nos afasta cada vez mais de uma resposta racional e aceitável para o nosso intelecto. É por isso que o ceticismo nos coloca em posição de humanidade e não na extrema “neurose” da ignorância das lacunas ditas divinas.

Moisés - O super-heroi doado pelo judaismo.

Herois são peças raras no meio da multidão. Trabalhos heroicos são vistos constantemente em noticiários, são geralmente feitos por profissionais que zelam pelo bem público ou pessoas solidárias que lutam pela igualdade social.

Um ato de heroismo pode ter uma repercussão gigantesca, além, é claro, de proporcionar um bem enorme. Apesar da satisfação que o heroismo NATURAL proporciona, há a necessidade da criação do Super-heroi que tem como finalidade exaltar um povo ou ainda inferiorizar outro. Um super-heroi bem construido pode garantir o sucesso da manifestação de uma ideologia, grupo ou religião. O exemplo de super-heroi que venho divulgar para abertura desta seção de introdução, com auxilio de passagens do livro “Moisés e o monoteismo” de Sigmund Freud, é Moisés.

Independente de qualquer religião é inegável que a história de Moisés, “o fundador do judaismo”, é deverás maravilhosa. Atravessar o Nilo em uma cesta quando ainda era bebê, ser encontrado por uma família real, se tornar rei e realizar outros feitos heroicos (ou seria super-heroicos?) é impressionante. Mas, toda essa agitada história é construida para exaltar o personagem Moisés, que possui deste a tradução do seu nome a mentira estampada.

Para explicação da etimologia do nome Moisés, transcrevo a seguir uma passagem explicativa do dito livro de Freud, Moisés e o monoteismo:

“(…)a informação contida no segunda capítulo do livro de Êxodo já fornece uma resposta. É-nos dito aí que a princesa egípcia que salvou o menininho abandonado no Nilo deu-lhe esse nome, fornecendo-se uma razão etimológica: “porque das águas o tirei” (ou retirado das águas). Essa explicação, contudo, é claramente inadequada. “A interpretação bíblica do nome como ‘ o que foi tirado das águas'”. Argumenta um autor no Jüdisches Lexikon, “constitui etimologia popular, com o qual de início, é possível harmonizar a forma ativa da palavra hebraica, pois “Mosheh” pode significar, no máximo, apenas ‘o que tira fora’. Podemos apoiar essa rejeição por dois outros argumentos: em primeiro lugar, é absurdo atribuir uma princesa egípcia uma derivação do nome a partir do hebraico, e, em segundo, as águas de onde a criança foi tirada muito provavelmente não foram do Nilo.”

Como puderam notar, a preparação de um super-heroi deve ser altamente modelada em caminhos de dificuldades e de sorte (ou ajuda divina) para que o indivíduo já inicie a sua história como um vitorioso, já que este conseguiu sobreviver e os próximos passos de sua vida, provavelmente serão dificieis.

Sigmund Freud também aplica um quadro que engloba o perfil de um possível super-heroi, geralmente estes são seguidos de uma receita idêntica e com pequenas diferenças para não levantar suspeitas as classes intelectuais mais acomodadas. Veja o perfil de super-heroismo proposto por Freud:

“O heroi é filho de pais muito aristocráticos, geralmente, filho de um rei.

“Sua concepção é precedida por dificuldades, tais como a abstinência ou a esterilidade prolongada, ou seus pais tem de ter relações em segredo, por causa de proibições e obstáculos externos. Durante a gravidez, ou mesmo antes, há uma profecia (sob a forma de sonho ou oráculo) que alerta contra o seu nascimento, que geralmente ameaça perigo para o pai.

“Como resultado disso, a criança recém-nascida é condenada a morte ou ao abandono, geralmente por ordem do pai ou de alguém que o representa; via de regra é abandonado às águas, num cesto.

“Posteriormente ele é salvo por animais ou por gente humilde (tal como pastores) e amamentado por uma fêmea de animal ou por uma mulher humilde.

“Após ter crescido, redescobre seus pais aristocráticos depois de experiências altamente variadas, vinga-se do pai, por um lado, é reconhecido, por outro, e alcança a grandeza e a fama.”

Um perfil ímpar e que com leves alterações criam uma imagem de um ser humano perfeito e digno de ser seguido por toda uma nação. Os detalhes simbólicos apresentados na obra da história de Moisés são criados com uma pitada de mestre e com um valor de análise interessante.

Temos em questão, um berço no qual representaria o colo, a inocência e a ação de acolhimento do mesmo; o rio que corta de uma região a outra, a tranferência de modo de viver e de laços familiares é colocado em ênfase; e há também, a figura do pai como alvo de alcance de grandeza,  só poderá ser grande quando o humilhar ou mostrar-lhe o quão o super-heroi é maior que ele, ideia muito comum nas sociedades machistas, onde o macho é possuinte do poder e outro macho só se torna grande com a queda do líder pai.

Moisés, Sargão de Agade, Ciro, Rômulo, Édipo, Karna, Páris, Telefos, Perseu, Herácles, Perseu, Herácles, Gilgamesh, Anfion, Zetos e muitos outros, são o reflexo da necessidade de uma sociedade criar os seus herois e manter uma imagem heroica e grande do seu povo. Há muitos super-herois a serem refutados e o trabalho só está começando.

Esse artigo de introdução a “A fábrica de super-herois” será gradativamente postado e poderá haver textos intermediários entre um e outro com assuntos não relacionados. Textos menores e diretos são mais faceis de assimilação, portanto esta é a forma que escolherei para destacar os demais super-herois. Lembrando que o espaço de comentários está em aberto para dúvidas, perguntas, sugestões ou detalhes que fugiu a memória, com excessão de Trolls, todos serão respondidos a medida do possível.

Senso de Justiça comum.

Senso de justiça possibilita as pessoas a pensarem e re-pensarem em seus atos com suas respectivas consequências.

Ultimamente, andei observando um pensamento de Nietzsche que me chamou muito a atenção. Este se refere ao fato de desumanidade que fazemos ao ignorar a ação negativa de uma pessoa. Estou me referindo a frase: “É desumano bendizer aquele que nos amaldiçoa.”

Essa citação, de certa forma polêmica, coloca em questão a nossa concepção de humanismo e perdão. Somos sensíveis quando tocam em nossos pontos de fragilidade social e pessoais, a nossa reação de vingança é institiva. Saber assimilar o poder de uma punição pessoal é uma necessidade para qualquer relacionamento humano, oferecer a outra face quando apanhamos não é nada normal ou símbolo de humanismo.

Aqui não se entra com o verbete de “olho por olho e dente por dente”, mas sim ao grande ensinamento que podemos repassar ao demonstrar o quão tal atitude é negativa. Quando demonstramos que estamos magoados com certa atitude, de uma forma bem certeira consiguimos colocar a reflexão no indivíduo que o fez. Mostrar que não gostamos ou o que não se deve fazer é deverás uma ação solidária, e aplicar as devidas penalidades é uma justiça para todos, tanto para o mau feitor como a vítima.

Não estou falando de um ciclo vicioso de vinganças, mas sim de ensinamentos e de balanças morais. Quando ignoramos uma ação negativa de alguém o ciclo vicioso de falhas prossegue e assim surge o que chamamos de maldade. Colocamos aqui a questão de maldade ser definidade como uma corrente ou um filho travesso que cresce e não se nasce por si só, de uma forma espontânea e não por desígno de criações sobrenaturais.

Usar de bom senso e coerência quando somos magoados ou atacados é algo louvável. Usando de uma leve brisa de ensinamento circunstancial damos honra ao opressor, por não ser ignorado por suas ações e suas falhas, e ao oprimido, por ter os seus “direitos” reclamados. Tal postura de encarar ações com consequências é um passo a ser educado e aprendido por todos e JAMAIS deve ser usado como postura de opressão vingativa ou grau de malevolência.

Com um senso de justiça trabalhado e disponibilizado a todos os cidadãos, uma diferença no comportamento político seria de forma espontânea. Políticos diante de uma multidão capaz de julgar de forma racional seriam menos “políticos” e mais cidadãos. Pessoas diante de pessoas que sabem julgar seriam menos hipócritas e concerteza mais humanas.

Ignorar uma ação NUNCA é solução. Saber como medir as ações com suas consequências é algo sábio que todos podemos aprender, desde que o bom senso caminhe conosco durante tal iniciativa.

DEus é bondoso?

Faz parte do currículo do deus judaico-cristão a bondade?


 
Há muito tempo venho ouvindo perguntas sobre a concepção do deus judaico-cristão para os ateus. Não é de hoje que muitos ateus vem se manifetando contra a ideia de um deus como aquele mostrado pela bíblia. Os cristãosnão conseguem enxergar o que realmente os revela a bíblia, mas mesmo assim estes insistem em NOS chamar de cegos.

   É se fingir de cego aceitar a ideia de um deus bonzinho que os cristãos tanto pregam. Ver assassinatos coletivos, ações filicidas, homofóbicas, racistas, sadistas, egoistas e imorais não é nada agradável e nada bondoso para qualquer ser. Informo que essa análise é em base da ideia da maioria em crer que o deus do antigo testamento e do novo são um só, não enquadra nesta análise quando a concepção se passa por um politeismo disfarçado entre um deus do antigo e do novo testamento.

    Amar e defender são instintos básicos presentes em muitos animais, estes adquiriram estas defesas sentimentais para propagar as suas respectivas espécies. A defesa como máxima da sobrevivência está em grupos e coletivas de animais que se unem entre si ou a outros para sobreviverem de possíveis predadores que se intimidam com números grandes de indivíduos. O amor, de uma forma mais natural, possibilita a contribuição de um animal de espécies iguais a se ajudarem com detalhes mínimos ou de grandes proporções. Tudo isso foi adquirido por uma evolução lenta e gradual e não por saliva divina.

Compreender que alguém verdadeiramente nos ama está no fato de sentir que a nossa individualidade é respeitada e é importante para alguém. Além, é claro, de saber que o amor é a valorização do indivíduo em si e não por uma única qualidade ou por inúmeros defeitos. Olhando por esse ângulo, será que o deus judaico-cristão nos ama?

Eu diria de forma clara e em bom tom que não. O deus mostrado na bíblia, que representa o deus dos cristãos e judeus, mostra ações que vão contra qualquer cultura ou ideia de bondade possíveis. Podemos citar situações de inversidade da bondade de qualquer ser e que você encontra facilmente em qualquer conversa com um cristão ou até mesmo na bíblia, como:

  • Dilúvio, acontecimento em que toda a população mundial foi ASSASSINADA, não por seus atos individuais, mas sim por um coletivo. Neste acontecimento há a desvalorização do ser humano como indivíduo e sim como espécie coletiva e fantoches de algo maior.
  • Destruição de Sodoma e Gomorra, novamente há o desprezo e a ira por conta de ações que para tal deus eram erradas, a punição para estas pessoas foi coletiva e aterrorizante, bolas de fogo em crianças, jovens, adultos e idosos sem a maior preocupação com a individualidade de cada um.
  • Pragas egipcias, para mostrar o seu autoritarismo, o deus judaico-cristão manda 7 pragas ao Egito, incluinto o assassinato de crianças inocentes.
  • Profecias ameaçadoras e desvalorizadoras, além de supostamente ter feito muito, tal deus ameaça incrédulos, homossexuais, bêbados, “feiticeiros”, religiosos de outras crenças, entre outros a queimar em um lugar quente e torturante, denominado inferno.

As demonstrações de maldade e crueldade se encontram em evidência na bíblia. Todo aquele que assim desejar pode ver tais passagens e outras neste livro. E diante de tantas mortes, demonstrações de egoismo, homofobia, machismo, injustiça, imoralidade, incopaixão, destruição, vingança, sadismo e entre outros, pessoas se deixam levar por um egoismo cristão e AFIRMAM que estas ações de CRUELDADE foram para honrar o nome de tal deus e SALVAR a humanidade do pecado total.

Temos a capacidade de nos ajudar e nos amar mutuamente e isto não é graças a nenhum deus. Saber que somos bons ou indiferentes nos traz alegria por nossa individualidade e não por sermos vistos como ovelhas. É desumano acreditar que se existisse tal deus ele seria bondoso jogando pessoas em abismos de larva. Somos mais do que qualquer doutrina pode impor, aceitar a nossa singularidade como ponto de partida é glorioso para nós e para quem o faz.

Sabemos o que é bom ou ruim por nossos próprios sensos de moralidade, e com uma total certeza eu sei que cristãos não aceitariam que tamanha destruição fosse sinônimo de bondade para um outro deus, mas cegos pela fé irracional enxergam no deus judaico-cristão uma regressão ao estado infantil de comodismo.

Ilustrando:

Aprovar a escravidão é sinônimo de bondade?

E para fechar a série de vídeos:

Leia mais a bíblia, caro cristão. E análise de uma forma imparcial as ações do deus judaico-cristão.

Sigmund Freud

Freud - Um ícone da psicanálise.

 

Ouve-se bastante de ateus influentes como, Darwin, Nietzshe, Sartre e muitos outros, mas hoje eu tenho o prazer de apresetá-los Sigmund Freud, mais conhecido como Freud.

  Freud nasceu em uma família de judeus, mas logo deixou esta ideia de fé pela razão e naturalismo de impulso surrealista. Ele era um psicanalista que fez diferença na Psicologia. A sua inovação se deu na concepção da teoria da mente e da conduta humana. Sua obra mais conhecida é a “Interpretação dos sonhos”, livros no qual o autor aventura-se no incosciente e estipula modelos para conseguir alcançar esta fonte.  Entre as suas ideias em destaque encontra-se: Inconsciente, sonho, libido, divisão do aparelho psíquico, desenvolvimento psicossexual, pulsão, mecanismos de defesa, determinismo psíquico.

   Freud é um dos maiores nomes, se não o maior, da Psicologia/Psicanálise. As suas ideias ajudaram muito na concepção de compreensão da mente humana. Muitas de suas ideias foram criticadas, mas mesmo assim o bem que este grande homem deixou para a humanidade vive de forma inovadora.

 Este post não tinha como intuito apresentar detalhadamente as ideias de Freud ou a sua vida, mas sim  apresentar essa grande personalidade e dizer mais uma vez que Ateismo não é sinônimo de imoralidade, mas sim uma escolha filósofica de negação de divindades e valorização do Natural.

Alguns pensamentos e frases de Sigmund Freud:

  • “O sonho é a satisfação de que o desejo se realize.”
  • “Qualquer coisa que encoraje o crescimento de laços emocionais tem que servir contra as guerras.”
  • “Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.”
  • “A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.”
  • “A ciência não é uma ilusão, mas seria uma ilusão acreditar que poderemos encontrar noutro lugar o que ela não nos pode dar.”
  • “A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.
  • Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”
  • “Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.”
  • “A religião é comparável a uma neurose da infância.”
  • “Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos”

   Pesquisem e conheçam os trabalhos de Sigmund Freud, tenho certeza que será de grande valia para todos.